domingo, 30 de setembro de 2012

Bolo de maçã e courgette


Uma receita inspirada no folheto "Sabores Mediterrânicos" do Pingo Doce, de setembro (embora com algumas alterações, pois tenho o defeito de nunca conseguir seguir uma receita à risca).


Ingredientes:
  • 1 courgette média (250g)
  • 2 maçãs (250 g)
  • 200 g de mel (não tinha usei 100 de mel e 80 de açúcar amarelo)
  • 50 g de azeite
  • 50 g de sêmea de trigo (usei flocos de aveia triturados)
  • 200 g de farinha de trigo integral
  • 1 c. sopa de erva-doce em pó
  • 1 c de sobremesa de fermento em pó
  • 3 ovos grandes (usei 4)
  • 2 c. sopa de açúcar em pó (não usei)

Preparação:

Ligar o forno a 180º.
Lavar bem a courgette e as maçãs (eu descasquei a cougette e às maçãs apenas tirei os caroços) e rala-las no crivo mais fino do ralador (fiz este processo na Bimby).
Adicionar o mel e o azeite e misturar bem.
Juntar a sêmea (ou os flocos de aveia) e a farinha, a erva-dece, o fermento e misturar bem.
Adicionar as gemas de ovo e voltar a mexer.
Bater as clara em castelo à parte, e envolve-las delicadamente ao preparado anterior.
Deitar a massa num tabuleiro alto previamente untado com azeite e forrado com papel vegetal e levar ao forno por cerca de 40 minutos.
Desenformar e depois de frio cortar aos quadrados e polvilhar com açúcar em pó.

Como sobrou alguma massa fiz ainda alguns queques.
Ficaram bem bons (e saudáveis)!


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sugestão de fim-de-semana

 
"Em tempos remotos, quando o mundo ainda tinha limites imprecisos, a imaginação da humanidade viajou mais longe do que as suas naves.
Além dos mares e das terras conhecidas dizia-se que existia outra terra cheia de leite e mel, com animais fabulosos e cidades mágicas habitadas por seres inacreditáveis.
Os mapas davam conta dessas terras fantásticas e temíveis.
Foram portugueses os primeiros navegantes europeus que ultrapassaram a última fronteira do desconhecido e regressaram contando histórias ainda mais fabulosas do que a imaginação podia supor.
Mas a verdadeira fronteira fica sempre um pouco mais além. A última fronteira é a dos contos e eles moram naquela terra livre, onde cabem todos os mundos: a terra incógnita."



   Este fim-de-semana vai decorrer "Terra Incógnita"-  I Festival Internacional de Contos de Lisboa organizado pelos Contabandistas de Estórias".

   Fica aqui o link do programa: http://festivalterraincognita.blogspot.pt/p/programa.html


   Destaco a participação de Luís Carmelo, com as suas "Contatinas", contos à concertina.

Aqui numa participação nos "Contos de Liberdade"- Festival de Narração Oral que se realiza todos os anos em Abril no Algarve.

   A narração oral, uma das práticas mais antigas da Humanidade, é uma das expressões artisticas e culturais contemporâneas mais ricas, por ser completa, cativante e próxima do público. Participe.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O meu querido Cachopo!


Lembram-se de vos ter falado neste Paraiso, que fica em Cachopo, serra de Tavira?










Pois neste momento vive-se lá o Inferno!!




   As noticias dão conta de um cenário dantesco, com vasta área de floresta ardida, muita cortiça perdida (que é fonte importante de rendimentos por estas terras), animais mortos, hortas destruidas (principal fonte de subsistência de algumas familias), casas e bens em perigo, dezenas de pessoas evacuadas...!!

   Acompanho de longe impotente e com o coração apertado!



Força a todos os amigos de Cachopo!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Welcome Summer!

Apesar do frio, apesar do vento, apesar da chuva,...,
mantivemos a nossa tradição de comemorar o solstício e fomos  à praia ver o pôr-do-sol!
Sê bem-vindo Verão e deixa-te de timidez!


quarta-feira, 13 de junho de 2012


Da Páscoa aos santos populares
Vai um salto de pulguinha,
Já não me apetecem folares
Agora quero comer sardinha!

Sempre a trabalhar
Têm sido os dias passados,
Para acompanhar
Faço pimentos assados!

Não sei se vos acontece:
O tempo passa a correr,
Faço sangria bem fresca
Para a malta beber!

Para poeta não tenho jeito
Para blogar também não,
Termino com caldo verde
E pica-pau com pão!






Pica-pau


Ingredientes:

  • Lombo de porco (ou carne de vaca)
  • Dentes de alho
  • 1 cerveja
  • Massa de pimentão
  • Folhas de louro
  • Sumo de limão
  • Pickles
  • Molho inglês
  • Coentros
  • Sal e pimenta qb
  • Azeite
  • Margarina


Preparação:

Cortar a carne em tiras pequenas e fininhas.
Temperar a gosto com: sal, pimenta, massa de pimentão, alhos cortados às rodelas, louro, sumo de limão e cerveja.
Deixar marinar 1 a 2 horas.
Levar o azeite ao lume e aromatizar com um dente de alho e uma folha de louro.
Fritar um pouco a carne no azeite.
Adicionar o molho da marinada, tapar e deixar cozinhar por cerca de 15 a 20 minutos.
Juntar um pouco de molho inglês (cerca de uma colher de café) a meio da cozedura e mexer de vez em quando.
No final amaciar com um pouco de margarina.
Apagar o lume e deixar repousar um pouco.
Acrescentar pickles cortados aos bocadinhos e coentros frescos picados.
Servir de imediato.



Bons Santos populares!




sábado, 7 de abril de 2012

Folar da Páscoa


   A tradição do folar é tão antiga que a sua origem se perde no tempo. Segundo a lenda, este bolo simboliza a reconciliação e a amizade. Está também relacionado com o final do período de jejum e penitência vivido durante a quaresma.
   Do ponto de vista simbólico é uma tradição existente em todo o país. No entanto, em termos culinários é muito diferente de região para região.

   A receita que vos apresento é da região do Algarve. Mais do que uma receita, trata-se de um tesouro - um tesouro de familia!
   O resultado final é fabuloso! Mas mais importante do que o resultado é o que este tesouro envolve - a união da familia que se reune para vivenciar saberes e sabores que atravessam o tempo e unem gerações!




Ingredientes:

(como em todas as receitas seculares este folar é feito com quantidades calculadas a "olho", pelo saber feito de experiência. A grande "mestre" da receita é a minha mãe, eu tentei medir e pesar todos os ingredientes, de modo a ter uma receita mais objetiva)

  • 6 Kg de farinha
  • 1/2 L de gordura derretida: banha, manteiga, óleo e azeite
  • 1 pitada de sal
  • sumo de 2 laranjas
  • 1/2 L de leite morno
  • Chá morno q.b. (feito com grãos de ervas doces, pau de canela e casca de limão)
  • 1 c. sopa de ervas doces em pó
  • 3 Kg de açúcar
  • 1,5 dL de vinho do Porto
  • fermento de pão
  • açúcar e canela q.b. para polvilhar
  • ovos inteiros com casca q.b. 

Preparação:

(demora 3 dias!)

- Prepara-se o fermento (que se guardou na última vez que se fez pão), com água morna e um pouco de farinha e deixa-se a descansar até ao outro dia.

- Num alguidar grande (de preferência de barro), coloca-se a farinha abre-se um buraco no meio, coloca-se o sal e deita-se a mistura de gorduras bem quente por cima da farinha, mexendo com uma colher de pau (chama-se a isto escaldar a farinha).
 - Vai-se envolvendo a farinha com os ingredientes líquidos (chá, sumo de laranja e leite), mexendo com as mãos.
- Depois mistura-se o fermento que se preparou. Não pode ser misturado no princípio para não escaldar.
- Em seguida adiciona-se o açúcar, o vinho do Porto, as ervas-doces e um ovo de cada vez.
- Vai-se trabalhando a massa, amassando e misturando mais chá conforme for necessário de modo a obter a consistência adequada (é um pouco mole).
-Tapa-se o alguidar com um pano branco e este é envolvido em cobertores ficando a massa assim agasalhada a descansar até ao dia seguinte para levedar.

-Untam-se as formas (nós usamos tachos pequenos e redondos) com manteiga e polvilha-se com farinha.
- Coloca-se uma camada de massa, polvilha-se generosamente com açúcar e canela e margarina aos cubos. E vai-se colocando sucessivas camadas até a forma estar cerca de 2/3 cheia.
-Antes da última camada de massa coloca-se também um ovo inteiro com casca e cru. (Símbolo do inicio da vida e do renascimento).
-Tapa-se com uma última camada de massa.

-Deixa-se a repousar por mais algum tempo, enquanto se vai aquecendo o forno a lenha.


 



-Vão a cozer em forno de lenha durante 1 ou 2 horas, dependendo da temperatura do forno. Verifica-se a cozedura com o método de espetar um palito.



 


-Depois de cozidos retiram-se do forno e desenformam-se de imediato.
-Guardam-se num tabuleiro de madeira tapados com um pano branco.






   O resultado final é um bolo seco, mas com deliciosas camadas húmidas com o açúcar e canela que se misturaram com a manteiga derretida.
   Apesar de ser um folar doce não é demasiado enjoativo (ao contrário dos folares, ditos tradicionais do Algarve, que se encontram à venda em grandes superfícies comerciais). 

 
 


   As tradições são o nosso melhor património e a nossa maior riqueza, aprendamos a manté-las e a transmiti-las ás gerações seguintes!
 
 


Boa Páscoa !



 

 
 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Valentine Linzer cookies



   Os Linzer cookies têm origem na receita da Linzertorte, uma das receitas mais antigas do mundo, originária de Linz, na Áustria. Esta tarte era feita com massa amanteigada com amêndoas, raspas de limão e canela, e a sua receita foi levada para os Estados Unidos onde deu origem aos Linzer cookies, que são uma espécie de miniatura da Linzertorte, porém em forma de biscoito com formatos variados, sendo o recorte conhecido como olhos Linzer.
   São um dos doces típicos do Natal nos Estados Unidos e também em alguns países da Europa. Mas porque não fazê-los noutras datas, como o dia de São Valentim? Depois de algumas pesquisas, descobri que uma das melhores mestres nestes biscoitos é sem dúvida a Martha Stewart. Esta versão resulta da adaptação de algumas receitas.



Ingredientes:
  • 1 chávena de manteiga derretida
  • 1 chávena de açucar 
  • 2 ovos
  • 2 + 1/2 chávenas  de farinha
  • 1 c. de café de sal
  • amêndoa triturada q.b.
  • açúcar de confeteiro q.b.
  • compota a gosto (usei de morango)

Preparação:
Bater a manteiga com o açúcar, adicionar as gemas uma a uma, até obter um creme homogéneo.
Adicionar a farinha e o sal.
Fazer uma bola, embrulhar em papel aderente e guardar no frigorífico durante pleo menos 30 a 45 minutos (eu deixei de um dia para o outro).
Numa superfície polvilhada com farinha, estender a massa com uma altura de cerca de meio centimetro.
Cortar metade da massa com o cortador de biscoitos da forma desejada e a outra metade com a mesma forma mas com o "olho Linzie". Existem cortadores próprios mas como eu não tenho (ainda!), cortei todos com a forma de coração e usei o método arcaico de fazer o coração mais pequeno com uma faca!
Colocar os biscoitos com cuidado num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Bater as claras apenas até fazer espuma e pincelar todos os biscoitos com esta espuma.
Polvilhar com açúcar de confeteiro misturado com amêndoa ralada (triturei açúcar e amêndoa juntos na Bimby).
Levar ao forno a 180º durante cerca de 15 minutos.
Retirar e deixar arrefecer.
Barrar os biscoitos maiores com o doce escolhido (apenas no meio para não sair pelos lados).
Tapar com as metades que têm o "olho", fazendo ligeira pressão.






  De todos os corações escolher o mais belo e especial de todos!









“Cookies are made of butter and love.”

Provérbio Norueguês