Este Algarve não tem mar,não tem praias, não tem resorts ou SPA’s de luxo...
Mas neste Algarve, ouve-se o silêncio, respira-se o ar puro…
Há ribeiros que correm, há pássaros que cantam…
Há cascatas...
e fontes seculares de água fresca e cristalina…
Há pontes de xisto e histórias de moiras encantadas…
Há o solo argiloso de terra vermelha, campos de flores exuberantes, percursos de água e o verde das árvores e arbustos…
Cheira a esteva e rosmaninho…
As tradições sobrevivem e os sabores são mais intensos…
Aqui há paz, há tranquilidade e parece que o tempo ficou suspenso na tarde que se estende preguiçosa para além do infinito que se avista neste mar de cerros arredondados…
Descubra este Algarve no próximo fim-de-semana e vá à aldeia de Cachopo (Coordenadas GPS: 37.3326371/ -7.8179829),
onde irá decorrer a feira de artesanato, que dá a conhecer os produtos da região.
No quiosque “O Moinho” pode pedir para ir visitar o Museu Vivo que retrata o ciclo do linho e da lã. Pode ainda visitar a “Lançadeira” (289 844254), oficina de artesãs onde pode observar como se fazem os trabalhos em linho.
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| D. Otília (imagem retirada da Net) contacto 289844140 |
Existe também um núcleo etnográfico e antropológico que retrata a cultura e os costumes do povo da serra.
Não pode deixar de visitar a fonte férrea, antigo local de lazer dos algarvios abastados, que a procuravam pela sua água rica em ferro com propriedades medicinais .
Hoje, é local de passeio de beleza ímpar, com piscina e local de piqueniques.
Pode comer no restaurante "Charrua" (918465789), ou no "Retiro dos Caçadores" (289844174). Com marcação prévia é possível apreciar deliciosos pratos de caça (lebre, perdiz, javali,etc.).
Existem também diversos percursos pedestres que pode fazer e que estão incluídos nas travessias da
"Via Algarviana".
Pode ainda visitar, no lugar de “Vaqueiros”, o parque mineiro "Cova dos Mouros", que retrata os vestígios de actividade mineira pré-histórica existentes na região e onde é possível fazer garimpagem e andar de burro.
...e esta beleza tão simples
que anonimamente se ergue
amando o vento que sopra,
as flores coloridas que
namoram com o verde,
a água que passa ligeira
acariciando os pés da criança
que feliz solta uma gargalhada
e espanta o pássaro
que voa no céu de eterno azul...
Precisará o viver de muito mais do que isto?